Começamos consertando robô parado. Ainda pensamos como quem estava lá.
A Zunveriq nasceu em 2011, dentro de uma fábrica de autopeças da Grande São Paulo, quando dois técnicos de manutenção passaram a ser chamados por plantas vizinhas para colocar células antigas de volta em operação.
Do reparo pontual à célula inteira.
O primeiro contrato não tinha nada de grandioso: um robô de solda parado havia três semanas, com peça acumulando no estoque intermediário. Voltou a rodar em dois dias. O segundo cliente veio por indicação do primeiro. Foi assim por um bom tempo.
Com o tempo, a conversa mudou de lugar. Em vez de chamar a Zunveriq quando algo quebrava, as plantas começaram a pedir a célula inteira, desde o desenho. Aprendemos a projetar a partir do problema real de produção, não a partir do catálogo do fabricante do robô.
Hoje somos uma equipe pequena e teimosa em uma coisa: entregar automação que a operação consegue tocar sozinha depois que vamos embora. Se a célula depende de nós para funcionar todo dia, o projeto falhou.
Quatro princípios que orientam cada projeto.
O processo vem antes do robô
A escolha da marca e do modelo é a última decisão, não a primeira. Primeiro entendemos o produto, o volume e o gargalo. Robô é ferramenta; a resposta depende da tarefa.
A operação precisa conseguir tocar
Deixamos documentação clara, treinamento presencial e uma célula que o time de manutenção da planta entende. Independência do cliente é meta de projeto, não cortesia.
Segurança não é etapa opcional
A apreciação de risco e a NR-12 entram no desenho, não no fim. Sai mais barato e mais seguro tratar isso antes de a estrutura estar montada no chão.
Prometemos o que dá para defender
Se um número de ciclo ou de retorno não se sustenta no papel, não colocamos na proposta. Preferimos uma estimativa conservadora que se cumpre a uma promessa bonita que decepciona.
Cinco etapas, do primeiro café ao primeiro turno.
Visita e leitura da linha
Vamos até a planta, cronometramos o processo atual e conversamos com quem opera. Sem isso, qualquer proposta é chute.
Estudo de viabilidade
Colocamos ciclo, refugo, mão de obra e segurança na mesma conta. Às vezes a conclusão é não automatizar ainda, e dizemos isso.
Projeto e simulação
Desenhamos a célula e a validamos em ambiente virtual. Ajustes que custariam caro no chão são resolvidos na tela.
Montagem e comissionamento
Montamos, programamos e testamos com o seu produto. A linha para o mínimo necessário e volta com o ciclo já validado.
Treinamento e acompanhamento
Treinamos a equipe, entregamos a documentação e acompanhamos os primeiros turnos. Depois disso, a célula é sua para tocar.
As pessoas que assinam os projetos.
Uma equipe enxuta de engenharia, em que quem propõe também acompanha a implantação até o fim.
Henrique Cordeiro
Engenharia de aplicaçãoVinte anos entre solda robotizada e montagem. Lidera o estudo de viabilidade e a leitura de campo de cada linha.
Mariana Aoki
Programação e simulaçãoResponsável pela programação offline e pela validação virtual. Cuida para que a linha pare o menos possível na implantação.
Rafael Fontes
Segurança e conformidadeConduz a apreciação de risco e a adequação à NR-12. Acompanha a célula da montagem até a auditoria do cliente.
Juliana Teixeira
Visão computacionalProjeta os sistemas de inspeção e guiagem. Trabalha na fronteira entre a câmera, a iluminação e o movimento do robô.
Diego Prado
Manutenção e retrofitCuida dos contratos de manutenção e da modernização de robôs antigos. Conhece de perto o parque instalado de cada cliente.
Sofia Lemos
Coordenação de projetoMantém prazo, escopo e comunicação em ordem. É o ponto de contato do cliente do orçamento à entrega final.
Automação boa não é a que impressiona na visita. É a que ninguém comenta, porque simplesmente funciona.
Quer entender se faz sentido para a sua planta?
Marque uma visita técnica. A leitura inicial da linha não tem custo e vale mesmo que a conclusão seja esperar.